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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011: o Ano dos 99%


fonte: Económico

Protestos
Clube dos 99% enche as ruas em 2011
Bárbara Silva, 28/12/11 09:03

“Indignados” europeus, “ocupantes” norte-americanos e “revoltados” russos saíram às ruas em todo o mundo contra os erros da elite política e financeira.

2011 ficará para a História como o ano de todos os protestos. Das violentas revoltas populares nos países árabes - que resultaram na queda de ditadores -, aos indignados espanhóis e gregos, passando pela "geração à rasca" em Portugal, até ao movimento "Occupy Wall Street" nos EUA, ao dia mundial da indignação, assinalado a 15 de Outubro, e culminando nas manifestações anti-governo na Rússia.

domingo, 16 de outubro de 2011

15O em Madrid: Éric Toussaint faz um balanço da situação mundial e do movimento dos Indignados


Desde Fevereiro de 2003 é a primeira vez que um apelo a uma acção internacional numa data determinada recebe um tal eco. Em Espanha, donde a iniciativa partiu, perto de 500.000 manifestantes desfilaram nas ruas de cerca de 80 cidades diferentes – dos quais 200.000 ou mais em Madrid.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ocupemos todas as praças do mundo!

Nós, cidadãos da Puerta del Sol e da Praça Syntagma, manifestamos a nossa indignação e convidamos todos os indignados a juntarem-se em todas as praças 

Dos EUA a Bruxelas, da Grécia à Bolívia, da Espanha à Tunísia, a crise do capitalismo acentua-se. E são os seus causadores que nos impõem as receitas para superá-la. Essas receitas são: transferir fundos públicos para entidades financeiras privadas, fazendo pagar a factura às populações com planos de ajuste que em vez de nos tirarem da crise, ainda nos afundam mais nela.

Na UE, os ataques dos mercados financeiros contra as dívidas soberanas chantageiam governos covardes e sequestram parlamentos que adoptam medidas injustas à custa dos seus povos. As instituições europeias, longe de tomarem firmes decisões políticas contra os ataques dos mercados financeiros, alinham com eles.
Desde o começo desta crise assistimos à tentativa de conversão da dívida privada em dívida pública, num processo de socialização impune das perdas, depois de os lucros terem sido ter privatizados. Os altos juros a que obtemos o financiamento não derivam de forma alguma da nossa solvência, mas sim das manobras especulativas das grandes corporações financeiras, em conivência com as agências de notação, para se enriquecerem.

Os cortes económicos vêm acompanhados de restrições às liberdades democráticas. Entre elas, as medidas de controle e expulsão da população migrante e as restrições à livre circulação de europeus dentro da UE. Apenas o euro e o livre movimento de capitais especulativos têm as fronteiras abertas.