domingo, 8 de abril de 2012

O Macedo quer meter medo

Audição parlamentar do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, em 4 de Abril de 2012:

"E eu devo dizer, senhor deputado, que alguns países da Europa estão hoje a equacionar medidas diferentes e medidas reforçadas para este tipo de comportamento.


Porque este comportamento não é de uns quantos sujeitos que se encostam a uma esquina e decidem num determinado momento fazer este tipo de desordem.


Não! Não é assim. Estas manifestações são planeadas, são coordenadas e têm um objectivo.


Elas não acontecem só em Portugal. Não é o ministro da Administração Interna que está a ver coisas esquisitas na cabeça.


Não! Isto acontece noutros países, isto está referenciado noutros países.


Isto até tem publicações. Algumas delas estão disponíveis, os senhores podem ver na internet.


Há planeamento por parte de alguns destes grupos que ensinam como é que se fazem as coisas.


Como é que se planeia. Quem fica atrás a fazer o quê.  Quem é que anda com câmaras de filmar e câmaras de fotografar.


Quem em determinado momento de uma manifestação ou de um desfile se retira, vai ao pé de um... de um... portátil e emite imediatamente para a rede aquilo que está a acontecer e que ele quis filmar ou fotografar.


Isto acontece de forma concertada e planeada. Nós não estamos a falar de um conjunto de cidadãos que ocasionalmente se reúne e no meio da manifestação a coisa deu para o torto... porque deu para o torto.


Não! Deu para o torto porque em muitas destas situações foi planeado que desse para o torto.


Vamos falar tudo. É exactamente assim.


E tentam reverter depois, através da manipulação que fazem através da... em princípio... muitas das vezes através das redes sociais e do eco que encontram na comunicação social, tentam reverter esse tipo de acção em desfavor das forças de segurança.


De resto, eu devo dizer que... quer dizer, continuar a ouvir em 2012 falar da PSP como força da repressão é uma coisa... que eu acho... que deve... fazer pensar todos.


Uma força de segurança num estado democrático não é uma força de repressão.


É uma força que garante o direito dos cidadãos, o exercício dos direitos dos cidadãos, a segurança dos cidadãos, e é uma força que garante a ordem democrática.


Não é uma força de repressão."




Audição integral aqui: http://youtu.be/HY35Z0ICbrI

Dar cabo da saúde

Aqui fecham a Maternidade Alfredo da Costa, mas o plano é igual na Grécia: até ao fim do ano, o governo quer fechar 50 hospitais: em vez de 130 ficarão 80. Quem pode paga no privado, quem não pode que se lixe.



Vem defender o Serviço Nacional de Saúde: terça-feira, dia 10 às 19h30, vamos abraçar a MAC: http://www.facebook.com/events/322409931158800/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O FMI mata



O suicídio de Dimitris Christoulas, reformado grego a quem o governo de traidores e a troika assassina cortaram a pensão e possibilidade de sobrevivência, é um acontecimento que a televisão grega omite e cujo velório a polícia reprime violentamente.
Vigília em Atenas transforma-se em motim após suicídio de septuagenário

A nota escrita deixada por Christoulas e os motivos expressos são censurados ou eufemizados em jornais europeus: Greek mourners: it was not suicide, it was financial murder

Alguns media noticiaram o facto mas poucos mencionaram a nota de suicídio abaixo.
“O governo de ocupação aniquilou-me literalmente qualquer possibilidade de sobrevivência dado que o meu rendimento era inteiramente proveniente de uma pensão que eu, sem qualquer suporte de ninguém nem do Estado, financiei durante 35 anos.
Porque a minha idade me impede de assumir uma acção radical (se não fosse isso, se um cidadão decidisse lutar com uma Kalashnikov, eu seria o primeiro a segui-lo), não me resta nenhuma solução excepto colocar um fim decente à minha vida antes de ser forçado a procurar comida nos caixotes do lixo e de ser um peso para os meus filhos.
Eu acredito que a juventude sem futuro brevemente se erguerá [ele literalmente diz: “empunhará armas”] e enforcará todos os traidores nacionais de cabeça para baixo, como os Italianos fizeram a Mussolini em 1945 [Piazzale Loreto, Milão]."
de Portugal Uncut

Vem aí a Primavera


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fascistas à vista

Milhares de pessoas gaseadas pela polícia em Barcelona no dia da Greve Geral de 29 de Março.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Intimidação

Se as autoridades conseguirem confinar os jornalistas a uma área "segura" atrás da polícia, depois sentem-se no "direito" de prender os que fugirem do redil, como neste exemplo em que, ao contrário do habitual (segundo é dito), o fotógrafo não acata e exige os seus direitos. Note-se como o "mic humano" funciona como palavra de ordem imediata e força de pressão.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Flashmob no Chiado



Evento: http://www.facebook.com/events/330708613660818/?ref=ts

Ocupar o Chiado

fonte: TVI

Chiado: flashmob contra repressão policial
Em causa os confrontos na greve geral e notificações por pintura de cartazes
Por: tvi24 / CLC | 2- 4- 2012 21: 22


Dezenas de pessoas pintaram hoje 20 cartazes no Chiado, Lisboa, uma iniciativa que surgiu depois de a polícia ter notificado judicialmente duas mulheres que pintavam um cartaz na rua, disse à agência Lusa uma das manifestantes.

De acordo com Raquel Varela, a 24 de março passado, duas mulheres da Associação ComuniDária, uma organização sem fins lucrativos pela promoção da igualdade da população em risco de exclusão social, foram notificadas por dois agentes policiais enquanto faziam «um cartaz branco, pintado a cor-de-rosa», onde se lia «Todas somos empregadas domésticas».

Artigo 45º


Hoje a polícia esteve bem, usou dos seus direitos...

sábado, 31 de março de 2012

O significado de uma carga policial

A propósito da repressão do dia 22 em Lisboa

Manuel Raposo - Quinta-feira, 29 Março, 2012
Publicado em: Jornal Mudar de Vida

Foi preciso que dois jornalistas apanhassem umas valentes bordoadas da polícia, no dia da greve geral, para que a comunicação social viesse clamar contra a brutalidade e o “excesso” das forças repressivas. Bem vindos, senhores jornalistas, ao clube dos que apanham da polícia – não por prazer de vos ver sovados, mas porque essa é uma das realidades do país, e que não é de agora. Nestas ocasiões, com efeito, é bom lembrar às memórias selectivas que várias outras cargas policiais fizeram vítimas entre manifestantes, sindicalistas e pacíficos cidadãos nos últimos tempos sem que nenhuma onda de indignação se levantasse na comunicação social empresarial e sem que se considerasse que as liberdades estavam a ser espezinhadas.

Galeria das vítimas

Afinal, o tal estivador que alegadamente tinha, ou lançou, um petardo foi absolvido, noticia o Público em 30 de Março, voltando a contar a mesma cantiga sobre os factos não ocorridos e repetindo erradamente que ficaram feridas apenas 3 pessoas, dois jornalistas e um polícia. Ora vamos lá contar quantos vimos.

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e não só...

Última hora: Agentes da PSP processados por carga na manifestação
Agentes das Equipas de Intervenção Rápida (EIR) da polícia deverão enfrentar processos disciplinares e a PSP será aconselhada a alterar os procedimentos em futuros protestos.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/agentes-da-psp-processados-por-carga-na-manifestacao=f715983#ixzz1qeYh2tZB

Arménio ultrapassa todos pela direita

fonte: RTP

CGTP e Plataforma 15 de Outubro polemizam sobre manifestações
RTP30 Mar, 2012, 18:12 / atualizado em 30 Mar, 2012, 18:22
Mário Cruz, Lusa


Arménio Carlos criticou duramente a Plataforma 15 de Outubro (P 15-O), cuja manifestação fora atacada pela polícia no dia da greve geral. Tiago Castelhano, da P 15-O, responde que o secretário-geral da CGTP parece querer criminalizar uma parte do movimento contra a política de austeridade.

Segundo Arménio Carlos, citado pela Agência Lusa, a manifestação convocada pela P 15-O constituiu "uma manobra para tentar associar a luta dos trabalhadores em Portugal àquilo que se tem passado na Grécia e, mais uma vez, estamos a ser confrontados com uma desinformação orquestrada, porque na Grécia o que aconteceu não tem nada a ver com a luta dos trabalhadores ou do movimento sindical grego, foram sempre iniciativas organizadas por outras entidades, nalguns casos com infiltrados da polícia, para denegrirem a luta dos trabalhadores".

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vamos ao Chiado pintar cartazes?


Segunda-feira, dia 2 de Abril, às 18h no Chiado, vem pintar um cartaz e usar do teu direito à liberdade de expressão

Em defesa do direito de reunião e da liberdade de expressão, vamos manifestar apoio e denunciar o caso do pequeno grupo de mulheres que - no sábado passado, dia 24, pintava um cartaz no Chiado - e foram "advertidas" e "notificadas" por 2 polícias que se arrogaram o papel de reprimir os cidadãos como no tempo da outra senhora.

Vídeo aqui: http://youtu.be/K-p5w-uXz14
Site da Associação ComuniDária: http://www.comunidaria.org/

Não podemos permitir que isso se torne norma implícita. Defendamos os nosssos direitos constitucionais, ou daqui a muito pouco tempo nem sequer nos poderemos manifestar, nem ninguém terá coragem de o fazer. O efeito das cargas policiais é imediato: inibir as pessoas comuns de se manifestar. Contra o medo que nos querem incutir, há que responder enquanto é tempo.

Levamos cartões, tintas e pincéis ou feltros grossos, e câmaras de filmar. QUEM ALINHA?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Somos todos jornalistas (como filmar)


(com legendas em português)

Um pouco de história recente:

Somos todos jornalistas


«Um canalha é um canalha»

António Borges, a face arrogante e cruel da burguesia
Pedro Goulart - Segunda-feira, 26 Março, 2012
Publicado no jornal Mudar de Vida (neste momento offline)

Recentemente, o governo PSD/CDS encarregou António Borges de acompanhar o processo das privatizações e das Parcerias Público Privadas. E escusado será referir que Borges está ideologicamente sintonizado com Passos Coelho, Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira…
Para avaliarmos bem as tarefas que esperam António Borges, assim como o carácter do homem responsável pela supervisão destes processos e os objectivos da classe que representa, é importante conhecer algumas passagens do discurso por ele proferidas, em meados de Março, no encerramento de uma conferência do INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Negócios).

O facínora do Chiado





domingo, 25 de março de 2012

27 razões para repudiar a dívida


imprimir em A3 frente e verso e dobrar em 4; outros formatos em http://cadpp.org/node/255

Gerações unidas

fonte: Correio da Manhã

Protagonistas da crise de 1962 aprovam moção contra "violência policial"

Estudantes da crise académica de 1962, incluindo o ex-Presidente da república Jorge Sampaio, aprovaram hoje uma moção de repúdio pelos actos de violência policial de quinta-feira e enviaram um protesto aos principais órgãos de soberania.
24 Março 2012

A moção foi aprovada na sequência de um almoço, na cantina da Cidade Universitária, em Lisboa, que hoje reuniu mais de 400 estudantes que há 50 anos realizaram "luto académico" após uma carga policial na alameda do Campo Grande.

"Há dois dias, vimos nas televisões as imagens de polícias carregando de novo sobre jovens, com uma violência desmedida e desproporcionada. Mais vimos o espancamento de jornalistas, pondo em risco a isenta cobertura da carga policial", refere a moção hoje lida por Maria João Gerardo e Artur Pinto, da comissão organizadora do evento de hoje, para mais 400 pessoas, que aplaudiram o texto.

sábado, 24 de março de 2012

Repressão da liberdade de informação

fonte: JN

Centena de jornalistas concentraram-se em frente à PSP
Publicado ontem; NUNO MIGUEL ROPIO

Cerca de uma centena de jornalistas protestaram, esta sexta-feira, em frente à Direção Nacional da PSP, em Lisboa, contra a violência exercida por agentes da Polícia contra os jornalistas que cobriram a manifestação da Plataforma 15 de Outubro, no Chiado, inserida na greve geral.


Jornalistas começaram a juntar-se à porta da Direcção Nacional da PSP.  foto VÍTOR RIOS/GLOBAL IMAGENS

O grupo responsável pela organização desta concentração, ocorrida ao início da tarde, acabou por ser recebido pelo diretor-adjunto da PSP, Paulo Lucas, a quem entregou uma carta de protesto.

Segundo a jornalista Ana Leiria, aquele responsável lamentou os episódios de violência de que foram alvos os fotojornalistas Patrícia Melo Moreira, da agência France Presse (AFP), e José Sena Goulão, da agência Lusa, que esteve neste protesto, ainda em convalescença.

Violência de Estado

fonte: Público

Plataforma 15 de Outubro acusa Governo de querer criminalizar movimentos sociais
23.03.2012 - 19:12 Por Lusa


Activistas dizem que houve "policiais infiltrados" na manifestação da plataforma 15 de Outubro (Pedro Cunha)

A plataforma 15 de Outubro, que promoveu a manifestação de quinta-feira onde ocorreu uma carga policial, acusa o Governo de pretender criminalizar os movimentos sociais em Portugal.

“Somos pacíficos mas estão a tratar-nos como se fossemos um bando de terroristas e criminosos”, afirmou o porta-voz do grupo, Tiago Castelhano, numa conferência de imprensa realizada nesta sexta-feira à tarde junto à escadaria da Assembleia da República.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Salazar ressuscitado

Já não há liberdade de manifestação nem de imprensa, as multidões são corridas a cassetete.

Mas o bastão está virado ao contrário! para deixar marcas. A agredida é a fotógrafa Patrícia de Melo Moreira (AFP), que tirou esta fotografia, entre outras:

Fotos de El País, via 5 dias.

Um fotógrafo da Lusa - José Sena Goulão - também foi agredido pela polícia, como se vê em vários noticiários televisivos. Está por provar que os manifestantes tenham provocado a polícia; ou seriam infiltrados policiais como da outra vez? Mas já arranjaram um culpado. A versão oficial da RTP dá a entender que quem agrediu os jornalistas foram os manifestantes; e omite que houve manifestantes feridos, que outras fontes dizem ser dezenas...



Em dia de greve geral, também no Porto polícias infiltrados provocaram agressões, como também noticia a SIC.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ilegitimidade

fonte: Público

Manifestação a 22 de Março
Plataforma 15 de Outubro queixa-se de perseguição e critica políticas do Governo
20.03.2012 - 16:04 Por Lusa

 (foto Paulo Pimenta)

Movimento rejeita políticas que não foram divulgadas pelos programas eleitorais do PSD e do CDS.

A Plataforma 15 de Outubro diz-se vítima de perseguição policial e judicial e considera que as políticas do actual Governo contra a crise são ilegítimas, defendendo um referendo ou eleições antecipadas até ao final do ano.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Próxima manifestação

25.º COMUNICADO DE IMPRENSA - 29 DE FEVEREIRO - MANIFESTAÇÃO DIA 22 DE MARÇO, ÀS 16H, DO ROSSIO ATÉ S. BENTO
Tal como já anunciado na semana passada, a Plataforma 15 de Outubro vem reiterar a convocação de uma manifestação, agora já com percurso e hora marcados: esta ocorrerá dia 22 de Março, às 16h, a partir da Praça do Rossio, rumo a S. Bento, seguida de assembleia popular.

Reafirmamos assim, no contexto de uma greve geral, a indignação da população perante os ataques injustos e anticonstitucionais do governo de Passos Coelho/Portas que, subserviente aos ditames da Troika, está admitidamente a mergulhar o país na pobreza.

http://www.15deoutubro.net/pagina-inicial/1-docs/635-ci25-29fev-manifestacao-22marco-rossio-s-bento.html